Fechamento de 2013 e o enfrentamento de 2014

COMUNICAÇÃO

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31 de janeiro de 2014

O ano de 2013 foi um ano de forte aprendizado para os Fundos de Pensão. Experimentamos uma realidade até então não vivida, que foi a volatilidade registrada no segmento de investimentos em renda fixa. Foram registrados resultados de rentabilidades negativas em alguns meses do ano, o que dificultou a possibilidade de resultados mais auspiciosos. Combinado com a volatilidade já habitual da renda variável, o resultado consolidado do ano ficou muito aquém do que se pretendia, sobretudo nos planos de benefícios que tiveram seus ativos marcados a preço de mercado.

No caso da Faelba, o ano de 2013 apresentou dois resultados bastante distintos.  O Plano CD, no seu consolidado, registrou uma rentabilidade de 0,52%. Este resultado se deu pela combinação de uma bolsa com péssimo desempenho (Ibovespa registrando -15,50%), associada à flutuação dos títulos públicos que, em alguns casos, como das NTNs-B, chegaram a desempenhar -10,02% (IMAB)no ano passado. Chegamos ao final do ano com a rentabilidade do Perfil Básico de 0,67% e do Perfil Diferenciado com -0,15%.

Já o Plano BD, de modo bem diferente, teve uma performance bastante elogiável, registrando uma rentabilidade de 16,51%, resultado conseguido pelo modelo de gestão propiciado pelo ALM, combinado com a marcação dos ativos na curva e utilização de hipóteses atuariais mais adequadas à realidade. Dessa forma, o Plano BD da Faelba conseguiu, em mais um ano, bater a meta atuarial de 9,93%, superando-a em mais de 6%.

Mas uma questão a ser respondida é sobre o que foi feito para não sofrermos desempenhos ruins do Plano CD, que é o Plano da maioria dos Participantes da Fundação. A Faelba – com a finalidade de atenuar os riscos do Plano CD, bem como criar alternativas de opção, principalmente para quem já se encontra em benefício, ou mesmo próximo da data de se aposentar – disponibilizou um novo Perfil de Investimento, denominado Perfil Conservador. Esse Perfil, concebido para ser atrelado ao CDI e à Selic, não deve conter na sua carteira títulos públicos pré-fixados, nem investimentos em crédito, além de outros mais voláteis. Com essa concepção, e de acordo com o mercado atual, espera-se que esse novo perfil não apresente volatilidade elevada, evitando-se rentabilidade negativa, com performance próxima da que o CDI atingir.Dessa forma, aqueles Assistidos e Participantes que desejem mais proteção na sua reserva, devem procurar por este Perfil para a sua escolha.

Outras medidas também estão sendo implementadas, como a mudança nos benchmarks dos fundos de renda fixa, com o objetivo de reduzir a exposição do plano aos efeitos das NTNs-B, além de se continuar a prospecção de segmentos de aplicações que possam ajudar na diversificação da carteira, com vistas à mitigação dos riscos de mercado. O acompanhamento mais próximo dos investimentos em renda fixa estará na ordem do dia ao longo de 2014. Quanto à renda variável, deve-se continuar analisando a atual ponderação na carteira e, de acordo com os cenários prospectivos, promover eventuais rebalanceamentos nas estratégias.

Sendo assim, 2014 será um ano em que os desafios devem continuar, os cenários que se avizinham exigem maior atenção e cuidados na administração dos investimentos. Ano de eleições, melhora da economia americana, manutenção ou arrefecimento do crescimento chinês, discreta retomada da Europa, entre outros, são ingredientes que sugerem mais um ano difícil. Nesse contexto, mais do que nunca, devemos reforçar nossas atitudes e valores de prudência, tomada de risco consciente e no tamanho de nosso perfil, e busca de novas alternativas de investimentos como caminhos a serem seguidos.