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Resumo da semana de 06 a 10/11/17*

CÂMBIO

O dólar renovou as máximas na tarde 10/11, com a percepção dos agentes de que o tempo para aprovar a reforma da Previdência neste ano, ao menos na Câmara dos Deputados, é cada vez mais escasso. O Real tinha um dos piores desempenhos entre as principais moedas globais na sexta-feira, 10/11, só atrás do rand sul-africano. Pelo segundo dia seguido, o cenário externo ficou em segundo plano, e o câmbio doméstico refletiu o temor de piora da situação fiscal do País caso a reforma não passe no Congresso.

O dólar à vista fechou em alta de 0,59%, cotado a R$ 3,27. O giro foi de US$ 1,407 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,25 (-0,23%) e, na máxima, alcançou R$ 3,28 (+0,72%). Na semana de 06 a 10/11, a moeda americana acumulou queda de 0,81%.

JUROS

O mercado de juros passou por um forte estresse na sexta-feira, 10/11, a partir da última hora da sessão regular, assolado por ordens de zeragem de posições vendidas principalmente na ponta longa, que levaram à disparada das taxas. O movimento foi atribuído à aceleração da alta do dólar ante o Real e também ao aumento das preocupações com o andamento da reforma da Previdência, sem haver um fato específico que detonasse a trajetória ascendente. Até mesmo os contratos de curto prazo, que ao longo da sexta-feira, 10/11, reagiam em queda ao IPCA de outubro abaixo da mediana das estimativas, zeraram o recuo e fecharam estáveis.

BOLSA

A sexta-feira, 10/11, foi marcada pela ausência de notícias novas, os investidores mantiveram o mau humor da véspera, ainda justificado pelas incertezas dos cenários interno e externo. Por aqui, o ceticismo em relação à reforma da Previdência foi fortalecido pela percepção de aprofundamento do racha dentro do PSDB. Nos Estados Unidos, as divergências em torno da proposta de reforma tributária proposta pelo presidente Donald Trump voltaram a impor perdas às bolsas de Nova York.

*Fonte: Agência Estado