Mercado Financeiro

NOTÍCIAS

voltar

Resumo da semana de 13 a 17/05/2019*

CÂMBIO

O dólar emendou o terceiro pregão seguido de alta na sessão da sexta-feira, 17/05, e encerrou a semana com valorização de 3,93%, maior variação semanal desde o fim de agosto de 2018. Mais uma vez, a onda de fortalecimento global da moeda americana, em meio à disputa comercial sino-americana, foi amplificada no mercado local pelas tensões no campo político. Em alta desde o início dos negócios, a moeda americana superou R$ 4,10 e correu até máxima de R$ 4,1127 no meio da tarde com um movimento de busca por proteção e zeragem de posições vendidas em dólar. Com um leve alívio na reta final dos negócios, o dólar fechou em alta de 1,60%, a R$ 4,1002 – maior valor de fechamento desde 19 de setembro do ano passado (R$ 4,1308).

JUROS

O estresse com o cenário político agravou-se na sexta-feira, 17/05, e, se nos últimos dias a perspectiva de atividade fraca limitava em alguma medida a colocação mais forte de prêmio de risco na curva juros, hoje os investidores promoveram forte zeragem de posições vendidas, em especial na ponta longa. Os contratos com vencimento a partir de 2025 tinham avanço de quase 20 pontos-base em relação ao ajuste de ontem no fechamento da sessão regular, refletindo o risco de a reforma da Previdência não ser aprovada este ano ou até mesmo, num cenário mais pessimista, não sair.

BOLSA

Depois de ter subido até 1,44% na manhã da sexta-feira, 17/05, numa tentativa de recuperar perdas recentes, o Índice Bovespa perdeu força no período da tarde, sucumbindo às diversas incertezas do cenário. A busca por posições defensivas levou o dólar a superar a marca dos R$ 4,10 e tirou o apetite do investidor por papéis que poderiam apresentar oportunidade de compra. Ao final dos negócios, o principal índice da B3 ficou praticamente estável (-0,04%), aos 89.992,73 pontos. Assim, o indicador renova o piso do ano e encerra a semana com perda nominal acumulada de 4,52%. Em dólares, a queda semanal somou 8,13%.

*Fonte: Agência Estado