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Resumo da semana de  22 a 26/06/2020*

CÂMBIO

Em dia de fuga de ativos de risco no mercado financeiro mundial, o dólar subiu e fechou com a maior cotação em um mês, a R$ 5,4604. O aumento de casos de coronavírus nos Estados Unidos, que vem batendo recordes diários de infecções, fez as bolsas em Nova York caírem forte e a moeda americana subiu de forma generalizada nos emergentes, com o real novamente ficando com o pior desempenho. As mesas de câmbio também monitoraram o noticiário político doméstico e a nova troca de ameaças entre China e Estados Unidos. Na última semana, o dólar acumulou valorização de 2,68%, a terceira semana seguida de ganhos.

JUROS

O avanço dos juros perdeu força ao longo da tarde, em meio à desaceleração da alta do dólar, que, nas máximas chegou a encostar em R$ 5,50 mas terminou o dia em R$ 5,46. Fatores domésticos ficaram em segundo plano, com o movimento de aversão ao risco no exterior ditando o rumo dos ativos locais. A nova onda de Covid-19 em alguns estados americanos manteve os mercados sob pressão, em meio ao risco de retrocesso no movimento de flexibilização do isolamento social, e, com isso, de demora na retomada da economia nos Estados Unidos. A busca por segurança penalizou ações e moedas emergentes ante o dólar e ainda fez caírem os juros dos Treasuries, com reflexos na curva brasileira. Os vencimentos de curto prazo se moveram lateralmente, mantido o quadro de divisão das apostas para a Selic em agosto, mas hoje com sutil avanço das expectativas de manutenção da taxa básica.

BOLSA

O Ibovespa não teve forças para se desvincular do sentimento de aversão ao risco e caminhou na sessão de negócios da sexta-feira, 26/06, pari passu com seus pares internacionais, com os temores sobre os efeitos danosos de uma segunda onda de Covid-19 em meio à corrida eleitoral nos Estados Unidos – onde o democrata Joe Biden já avança sobre Donald Trump – e eventuais ameaças ao cumprimento do acordo comercial sino-americano.

*Fonte: Agência Estado