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Resumo da semana de  14 a 18/09/2020*

CÂMBIO

A fuga de ativos de risco no exterior e fatores técnicos no Brasil – incluindo a antecipação de um leilão de rolagem do Banco Central e a disparada dos juros longos – provocaram forte piora do câmbio na sexta-feira, 18/09, com o dólar chegando a bater em R$ 5,37, na maior alta diária desde 24 de junho. Em dia de baixa liquidez e com agenda esvaziada de eventos e indicadores, o dólar operou com valorização durante toda a sessão, revertendo a queda acumulada na semana. Novos indícios de piora da relação entre Estados Unidos e Pequim, aumento de casos de coronavírus na Europa e ainda preocupações com a retomada da atividade econômica americana ajudaram a pressionar as bolsas e as moedas de emergentes.

JUROS

A semana terminou com o mercado de juros sob forte estresse, a curva empinando e taxas longas em alta de quase 30 pontos-base no encerramento da sessão regular. A sexta-feira, 18/09, não teve destaques nem na agenda nem no noticiário local que justificassem uma trajetória tão ruim, que já era de alta pela manhã, mas piorou à tarde, dada a proximidade do fim de semana, quando os juros longos e intermediários bateram máximas acima de 30 pontos. O cenário externo negativo tampouco ajudou. Na falta de ‘inputs’ para conduzir os negócios, o mercado se voltou aos fundamentos da economia brasileira, principalmente à fragilidade fiscal, para zerar posições vendidas em vários vértices.

BOLSA

Agora no menor nível de encerramento desde 7 de julho (97.761,04), o Ibovespa acompanhou à tarde do dia 18/09, a acentuação das perdas em Nova York e fechou o dia em queda de 1,81%, aos 98.289,71 pontos, devolvendo os ganhos da semana (-0,07%) e acumulando perdas pela terceira consecutiva, após as baixas de 2,84% e de 0,88% nas duas anteriores. No mês, o índice retorna a terreno negativo, em retração de 1,09%, elevando as perdas a 15,01% no ano. O giro financeiro totalizou R$ 27,8 bilhões na sessão, marcada também por forte avanço do dólar à vista (+2,79%, a R$ 5,3776 no fechamento) e inclinação da curva de juros, com a aversão a risco.

*Fonte: Agência Estado