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Resumo da semana de 08 a 012/01/18*

CÂMBIO

Após rondar a estabilidade, o dólar firmou-se no campo negativo na reta final do pregão, acompanhando a aceleração das perdas da moeda americana no exterior. A divisa chegou a ficar abaixo dos R$ 3,20, mas acabou fechando neste patamar, o mais baixo em quase três meses, apesar da decisão da S&P Global Ratings de rebaixar o rating soberano do Brasil. Na avaliação de profissionais do mercado, além deste downgrade já ser esperado, o corte da nota pode servir de pressão para que o Congresso aprove a reforma da Previdência ainda neste ano. O dólar à vista fechou em baixa de 0,27%, a R$ 3,20, no menor valor desde 20 de outubro de 2017 (R$ 3,18).

JUROS

Os juros futuros de longo prazo completaram três sessões em queda, com o mercado relevando o rebaixamento da nota de crédito do Brasil ontem pela S&P Global Ratings. A decisão teve um efeito de alta nestas taxas, que na renda fixa são o melhor termômetro da percepção de risco do investidor, na abertura dos negócios, mas que se dissipou ainda na manhã de 12/01. Segundo profissionais, a decisão já estava embutida nos preços e, com isso, a curva manteve o desenho recente, ainda embalada pela perspectiva do fim do ciclo de queda da Selic e pelo apetite ao risco que vem do exterior, como sinalizado pelo recuo global do dólar.

BOLSA

O Ibovespa reagiu com um movimento contido de perdas ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil. Além dos bons ventos externos, que parecem se perpetuar no mês de janeiro, pesou favoravelmente a força das ações de Petrobras e Vale, empresas que escaparam da má avaliação da S&P Global Ratings. Prova de que o reflexo foi ameno, conforme já projetavam analistas ouvidos na noite da quinta-feira, 11/01, pelo Broadcast, o índice à vista fechou praticamente estável em queda de 0,02%, mantendo o suporte dos 79 mil pontos, aos 79.349,11 pontos.

*Fonte: Agência Estado