[ X ]

Mercado Financeiro

NOTÍCIAS

voltar

Resumo da semana de 14 a 18/05/2018*

CÂMBIO

O dólar acumulou alta de 3,80% na semana de 14 a 18/05, e encerrou a sexta-feira, 18/05 em novo patamar, a R$ 3,73 (+1,01%). Como já virou quase uma regra nos últimos pregões, houve muita volatilidade e a moeda americana variou centavos: da mínima de R$ 3,71 (+0,38%) à máxima de R$ 3,77 (2,11%). O giro foi elevado, somou US$ 1,26 bilhão. No mercado futuro, o dólar, de manhã, chegou a R$ 3,78 e, perto das 17h, subia 1,13%, negociado a R$ 3,7430. Aqui, o volume estava em US$ 22,5 bilhões, novamente bastante encorpado. O fechamento a sexta-feira, 18/05 é o maior valor desde 13 de março de 2016, quando ela ficou em R$ 3,74 – naquele dia, a crise pré-impeachment da presidente Dilma estava praticamente no auge, com a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil.

JUROS

Os ativos domésticos tiveram na tarde de 18/05, menos traumática do que a jornada matutina e os juros futuros se afastaram das máximas, mas ainda assim os vencimentos longos fecharam o dia entre 20 e 40 pontos-base acima dos ajustes anteriores. No cômputo geral, a situação seguiu bastante complicada para os investidores, que também ainda não digeriram bem o fato de o Banco Central sinalizar uma coisa e fazer outra, ao manter a Selic em 6,5%. O dólar desacelerou os ganhos ante o Real à tarde, o que moderou o ritmo de zeragem de posições vendidas nos juros, após levarem as taxas futuras às máximas pela manhã do dia 18/05. “Há uma zerada dos investidores em Brasil. A aversão ao risco maior a mercados emergentes acaba levando a movimentos de stop loss e o estresse no câmbio perturba demais os juros”, resumiu a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour.

BOLSA

O mercado brasileiro de ações teve mais um pregão de intensa volatilidade e perdas, com os ativos ainda refletindo o desconforto gerado entre os investidores após a decisão de política monetária do Banco Central. O Índice Bovespa já abriu em queda e teve momentos de forte aceleração do movimento, chegando a registrar recuo de 2,67% no período da tarde de 18/05. Na última hora, desacelerou o ritmo e fechou aos 83.081,88 pontos, com baixa de 0,65%. Os negócios somaram R$ 17,4 bilhões, novamente acima da média de maio.

Se na quinta-feira, 17/05, uma parte da queda de 3,37% foi atribuída ao cenário internacional negativo, na sexta-feira, 18/05, os analistas admitiram que o front doméstico falou mais alto. A evidência apontada para isso foi que, apesar do fraco desempenho das bolsas de Nova York, houve desaceleração das taxas dos Treasuries. Esse fator teria favorecido pregões mais tranquilos em bolsas de outros países emergentes, o que não aconteceu por aqui.

*Fonte: Agência Estado